sexta-feira, 20 de maio de 2011

O que é a felicidade?


Hoje assistindo o programa Globo Repórter, esse questionamento veio a me incomodar, mas como pessoas que vivem com quase nada se dizem felizes?
Mas afinal, o que é a felicidade?
O Butão, um pequeno e fechado reino nos Himalaias, vive apenas com pequenas coisas, com muito trabalho, com muito sacrifício, vivem em casas pequenas e desconfortáveis, sem energia elétrica, sem água encanada, sem muitos moveis, sem eletrodomésticos, sem transportes, sem informação, enfim, em condições medievais, inclusive o próprio rei butanês Jigme Khesar Namgyal Wangchuck, vive em uma casinha simples nas altas colinas, contudo, possuem uma “coisinha” que muitas vezes, nós, rodeados de facilidades, confortos, casarões, carros, internet, energia elétrica, água encanada, televisão, cinema, parque, ou seja, com muita coisa boa, que provavelmente você como eu, diria que seria impossível se viver sem esses artifícios para ser feliz.
O que seria essa coisinha? Mas a final, o que é a felicidade?
Felicidade para o povo Butanês é viver bem, em harmonia com Deus, desprendido de todos os bens materiais, existe inclusive um departamento da felicidade no país, que trata justamente de possibilidades para um melhor estado de vida para do seu povo, inacreditável “né”?
Pois bem e para nós o que é felicidade?
Com certeza você iria dizer, ser rico, ter um carrão, uma mansão, viver em farras, ter muito entretenimento, conforto, um bom salário todo mês, não é verdade?
Agora, se isso é felicidade para nós, o que é a felicidade para o Butão? E, se lá existe felicidade para eles, o que é a felicidade para nós realmente?
O que é a felicidade?
Poxa! Agora nem eu saberei responder, a final vivemos em uma sociedade que a matéria é o fundamental e o essencial para a felicidade.  Em uma sociedade cruel e que descrimina a todos pelo que se tem e pelo que se veste, bem diferente da sociedade butanesa, que diz: eu sou feliz, porque, trabalho, canto, rezo, tenho apenas o mínimo e sei que meu próximo é feliz como eu, e isso é ser feliz, para eles. Talvez essa seja a coisinha que falta na nossa felicidade, ver a alegria no outro.
Quantas vezes passamos por ruas e avenidas e vemos a pobreza e a fome gritando por socorro, e nós passamos e baixamos a cabeça e muitas vezes até dizemos: Vagabundo vai trabalhar! Absurdo, levando em consideração a boa convivência entre o povo butanês que se ajudam e vivem felizes.
Um amigo meu, Alex, disse uma coisa que achei interessante, “as coisas penas são para serem cuidadas e não para serem colocadas em primeiro plano, o ser humano é o mais importante.”
Acredito firmemente que minha felicidade só será completa quando todos forem felizes, a final, felicidade para mim não é apenas está bem, é ser bom, para que todos estejam bem e tornar-se-ão assim bons. Pensemos nisso quando dissermos, eu sou feliz. Será mesmo? Amemos as pessoas e cuidemos das coisas, a felicidade está na alegria do outro, a final nesse contexto sempre seremos o outro também.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Uma formiga só, não constrói um formigueiro.


Eu era o responsável pelo jardim do seminário propedêutico Dom José Cornélis, em Alagoinhas – BA, era minha casinha de sapê dentro da casa de formação, meu refugio nas decepções, saudades e aflições.
Numa certa manhã, minha mãe me ligou e de forma bem direta, do jeito que prefiro e gosto, falou que minha avó Mininha, sua mãe, estava nas ultimas, um “baque enorme para mim”, fui a capela fiz uma oração por ela e por minha família e depois  como de costume, fui ao jardim distrair um pouco, e foi quando encontrei um “trilho de formigas” e achei interessante como elas poderiam e conseguiam andar uma atrás da outra sem separar-se e sem se perder.
Quanta perfeição, não é?
Fui então tentar descobrir o porquê.
Pesquisei muito e cheguei a uma conclusão, no caminho das formigas, existe uma substancia chamada feromônio, que as mantinham unidas uma atrás da outra, o cheiro que uma exala é sentido pelas outras, e assim todas continuavam caminhando e transmitindo o seu bom odor, levando-as para o caminho certo do formigueiro.
Agora fico imaginando se esse feromônio fosse substituído pelo amor, e essas formigas por nós pessoas, logo, seriamos uma só família social, que trabalha por único propósito e sem discriminação, da qual o amor seria o sinal a ser seguido, um sinal que nos levaria ao grande formigueiro, melhor dizendo, a salvação.
É interessante como um simples ato de amar pode arrastar centenas e até milhares de pessoas, já dizia Santo Antonio: "palavras comovem e gestos arrastam”. Uma andorinha só não faz verão, e uma formiga só, não constrói um formigueiro.
O amor mais uma vez nos surpreendendo com a sua capacidade de nos levar a seguir um único caminho, o da salvação.
Pois bem, transmitamos esse feromônio em nossa vida, não esperemos senti-lo primeiro para poder seguir, sigamos e arrastemos com nossas ações.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Escrever?



Escrever é...
Simplesmente colocar no lápis aquilo que em nós a de profundo, sensível e crítico. 
Simplesmente colocar no papel aquilo de mais escondido, escurecido e inconsciente.
Simplesmente descobrir o improvável e até o obvio.
Simplesmente encontrar o descoberto
Simplesmente revelar o que está sob a luz.
Simplesmente dizer ao tempo que o presente existe.
Escrever é simplesmente escrever, só.
O resto? O verbo já se traduz por si mesmo.  

Se amar é fácil?

Hoje pela manhã estava lembrando do meu primeiro ano de seminarista e por todas as situações que eu havia passado durante o mesmo, lembrava com muita nitidez de uma das celebrações da palavra que fui designado a celebrar. Fomos eu e outro seminarista de nossa diocese, Heleno, para uma comunidade chamada Maçaranduba, próxima da minha cidade natal, Rio Real-BA.
Quando chegamos logo percebi a presença de muitas crianças e imaginei que iria ser uma celebração bastante “perturbada”, mas muito pelo contrario, mais uma vez aprendi com elas.
Como essas crianças nos ensinam!
Era o dia da celebração do dizimista e na hora do ofertório eu fiquei observando semblantes de tristeza de algumas pessoas que estavam na fila, e foi justamente quando uma criança surgiu na fila das ofertas, mesmo “banguelo”, abriu seu sorriso de um canto a outro e depositou sua oferta, para ela, o que estava sendo depositado ali no altar, poderia ser meramente uma “moedinha”, mas o que a deixava feliz era, com certeza, a alegria de ser útil, de está presente e até mesmo com a pouca catequese que ela tinha de se considerar participante da igreja e filho de Deus.
Quantas vezes nós que nos consideramos “doutores na fé” esquecemos o valor da alegria no serviço, fazemos de nosso serviço um pesar em nossa vida, um fardo pesado que carregamos, mas, esquecemos do exemplo do próprio Jesus, que torna-se servo e lava os pés de seus discípulos e nos pedi para amarmos uns aos outros como a si mesmo.
Não consigo compreender tanta falta de amor, já dizia um filosofo se conhecêssemos o bem não iríamos procurar mais nada.
Estava imaginando quanto falamos de amor e o quanto praticamos o amor, nossa fé revestida apenas de palavras é uma fé muito fraca e sem sentido, mas nossa fé revestida de amor e gestos concretos é com certeza, a fé da qual Cristo nos falava. Uma fé que Ele mesmo praticou.
Talvez tenha sido por isso que Jesus tenha dito: “Deixai vir a Mim todas as criancinhas.”
Pensemos nisso, chegar ao céu é fácil, só é preciso ter fé e amar.
Se amar é fácil? Quem disse? Mas é apenas o pedido de Cristo para nós, chegar ao céu é fácil, amar até a cruz que o mais complicado. 

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